O politicamente correto fez mais uma vítima ontem – a presidente
(me recuso a usar o termo presidenta) Dilma - ao ser vaiada quando usou o termo
“portador de deficiência” em uma cerimônia sobre o tema. Parece que o Brasil
assinou um tratado internacional que abolia o termo “portador” e o trocava por “pessoa
com deficiência física”.
Acredito que por trás disso deva ter a fantasia onipotente
que algo vai mudar na vida dessas pessoas em relação à sua condição física.
Quem era um “portador de deficiência física” por ser cego, continua cego ao ser
agora tratado como “pessoa com deficiência física”. Do ponto de vista social
para mudar a vida dessas pessoas, seria mais interessante fazer coisas mais
concretas, como por exemplo, mais cães guias, mais livros em braile, sei lá ...
mas algo concreto.
Mas o que está por trás então desse trocar de palavras?
Política rasteira e ideológica no mínimo, já que é dela que se ocupam ações que
nada mudam a realidade e não beneficiam ninguém. Esse tipo de ação visa
doutrinar o discurso público, normatizando o pensar, impregnando nosso
cotidiano com noções que podem muitas vezes passar por desapercebido.
Ale Esclapes
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