Vivemos tempos que transformam uma questão moral em social –
sim, existem algumas questões que são morais e éticas. O que aconteceu em
relação à Presidente Dilma no Itaquerão é uma questão moral – não se trata
dessa forma uma Presidente da República, uma mulher ou quem quer que seja.
Mas como nada é tão ruim que não possa ficar pior, a
explicação do Presidente Lula para o fato é no mínimo estranha - "A elite brasileira está conseguindo fazer
o que nunca conseguimos: despertar o ódio de classes". Quando
transformamos uma questão moral em social, dividimos as pessoas entre brancas e
negras, elite e sei lá quem, etc. e cria-se um discurso de ódio entre as
pessoas. Se a explicação de Lula estiver correta, sim, ele (Lula) conseguiu despertar
o ódio de classes, pois na própria explicação está contida a semente do ódio.
Paradoxal não?
Tudo o que divide incita ao ódio, tudo que nos une é o amor.
O discurso social não faz mais do que incitar ao ódio que resolver problemas
concretos. Quando nos comportarmos como “um” e não como “eles e eu”, então
poderemos sonhar sermos uma nação e a falta de educação do outro será a minha.
Ale Esclapes