O Brasil elegeu uma presidente e levou uma gerente. E
gerentes podem ser ótimos administradores, mas são péssimos no que tange a ver
um horizonte maior que gráficos e tabelas, ou simplificando, gerente não é
estadista. O Brasil está sem rumo, loteado pelas “Roses” da vida. E pior,
perdeu-se a vergonha, estamos em um momento da história em que a elite política
não tem mais vergonha de si ... pela primeira vez na história desse país.
Se não temos rumo, tampouco temos oposição, que presta um
desserviço à nação com sua apatia. Aliás, nunca na história desse país os
conceitos de país e nação foram tão judiados. Lembra daquela frase “não
pergunte o que o país pode fazer por você mas o que você pode fazer pelo país”?
Então ... ficou brega e piegas, virou discurso de direita ... e ser de direita
é algo execrável, coisa de torturador e da ditatura militar.
Como se não bastasse, dividem o nosso país entre brancos e
negros. Ah, outro mecanismo de defesa do ego clássica, chamada cisão.
Geralmente se cinde (divide) para melhor governar. Ideologia virou coisa do passado, tanto da direita,
quanto da esquerda, palavra feia, como puta, ainda que puta seja mais
pronunciada e conhecida que ideologia.
Mas, como ninguém pode enganar a realidade por muito tempo,
sem a ajuda do cenário externo espetacular da década passada, a demagogia e o
populismo do atual governo mostram o que realmente conseguem – um PIB anual de
no máximo 1%, enquanto os outros Bricis fecham com tranquilidade acima de 5%.
Como conseguimos ser uma nação que vive com mais
assassinatos por ano que a soma de todos, eu disse TODOS os grandes conflitos
bélicos do mundo? Como vivemos em uma sociedade onde nada se resolve em termos estruturais
econômicos? Como esse governo tem mais de 60% de aprovação? O Brasil atual é um
caso único no mundo, e merece ser muito estudado nesse sentido.
Ale Esclapes